Só se pode salvar aquilo que se considera perdido... sem esta consciência, salvar o que, de quem? É a consciência de que Cristo é o nosso tudo que nos faz ver que pecar significa se desviar dos propósitos de Deus para nós... e de novo, aí vem a observação da importância da leitura da Bíblia... como saber se estamos próximos ou distantes dos propósitos de Deus se o simples contato dominical é o que nos tem bastado?
Tem sido um exercício constante do "evangeliquês": falar do mesmo jeito dos "crentes" (como alguns nos chamam), cantar do mesmo jeito, orar do mesmo jeito... uma comunicação com Deus tão superficial que chegamos a nos envergonhar em fazê-lo publicamente... nossa fé não é cultivada... a salvação vem pelo ouvir e crer: "é pela graça para que ninguém se glorie".
A graça é um dom, um presente de Deus. Nos foi dada, doada e ponto final. O que vem depois disso é que não pode ser leviano.
Um exemplo: quando se ganha algo que se espera muito há uma verdadeira paixão pelo que se ganhou, pelo que se tanto esperou. É assim que o povo separado esperou por Jesus..com esperança e fé... e é assim que devemos tratar a graça recebida por Deus: com paixão, responsabilidade e, de novo, constrangimento.
Não é medo de ir para o inferno; é uma gratidão inexplicavelmente indizível pelo amor de Deus ao enviar Jesus para morrer por nós, e numa cruz. Já pensou seriamente nesta cena? Ele não foi mandado aqui para passear simplesmente... mas passeou e por onde passeou ofereceu aos outros o que lhe era mais precioso: a graça que lhe foi dada, como foi no templo aos 12 anos, quando já mostrava maturidade sobre a Palavra.
Ele não veio só para ir a festas mas foi a festas também e nestas em meio a escassez de vinho e desespero de todos, trouxe paz, compaixão e manifestou a glória de Deus ao transformar a água.
Então, porque não podemos ser assim no dia a dia, por onde andamos, nas festas em que frequentamos, com os elementos que temos? Claro que ambientados ao contexto atual...mas sempre sendo sal, fazendo DI FE REN ÇA...daí surge a outra vertente que é sobre as obras...elas passam a se manifestar naturalmente pela intimidade que passamos a ter com Deus (expressadas publicamente como citado antes no dia a dia de Jesus, na festa, por exemplo).
Não é preciso fazer força para aparecer... aparece mesmo quando não se quer... de novo, tudo parte da nutrição. Sem ela não há como ter intimidade com o Pai e, ainda mais, nosso espírito adoece porque a tendência é se afastar dos propósitos de Deus.
Isto acontecendo, nada mais faz sentido. Tocar e cantar pra quem e por quem mesmo? Pensemos sobre isto e tenhamos responsabilidade com a graça que nos foi dada: GRATUITA PARA NÓS, NÃO PARA JESUS.
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